Decisões de Tuchel no terceiro lugar ainda geram dúvidas na Inglaterra

A Inglaterra conquistou o terceiro lugar na Copa do Mundo ao vencer a França por 6 a 4 em um jogo que foi uma verdadeira festa de gols. A partida aconteceu em Miami no último sábado (18) e, apesar de ser cheia de erros defensivos e muitos espaços, trouxe um espetáculo divertido para os torcedores. No primeiro tempo, os ingleses abriram 4 a 0, mas relaxaram um pouco na etapa final, permitindo que a França reagisse. Mesmo assim, a equipe de Thomas Tuchel garantiu a vitória.

No entanto, o que realmente ficou na memória foi a escolha do treinador em relação a alguns jogadores. Declan Rice jogou os 90 minutos, enquanto Bukayo Saka, que até então tinha sido utilizado de forma controlada durante o torneio, também atuou do início ao fim e brilhou com um hat-trick. Essas decisões contrastam com o que aconteceu na semifinal contra a Argentina, onde alguns movimentos de Tuchel deixaram muitos torcedores confusos.

No jogo contra a Argentina, Tuchel fez algumas substituições que não surtiram efeito e acabaram custando caro. Ele tirou Rice aos 81 minutos, quando a Inglaterra estava vencendo. Essa troca não foi apenas uma mudança de jogadores, mas uma remoção de um pilar fundamental do meio-campo, justo quando a equipe precisava manter a posse de bola. Com as alterações conservadoras, a Inglaterra recuou e começou a se defender, permitindo que a Argentina crescesse na partida, o que levou à virada e à eliminação da seleção inglesa.

Diante disso, seria de se esperar que Tuchel optasse por preservar Rice no jogo sem tanta relevância esportiva, mas, surpreendentemente, ele manteve o volante em campo durante os 90 minutos em Miami. Isso levanta a questão: por que Rice jogou todo o tempo em um jogo que não mudava a trajetória da equipe, enquanto deixou o campo em um momento crucial da semifinal?

A situação de Bukayo Saka também gera questionamentos. O atacante do Arsenal foi um dos jogadores que mais se destacou quando teve a oportunidade. Sempre que entrou, trouxe velocidade e criatividade ao ataque. No entanto, durante o torneio, ele começou apenas três das sete partidas e foi substituído em várias delas antes do apito final.

Na semifinal contra a Argentina, Saka nem sequer saiu do banco, o que prejudicou a equipe na busca por alternativas para quebrar a pressão do adversário. Muitos acreditavam que a gestão de minutos se devia ao histórico de lesões do jogador. Mas o que aconteceu contra a França muda essa narrativa. Saka jogou os 90 minutos pela primeira vez na Copa e fez valer a confiança, marcando três gols e sendo essencial para a vitória da Inglaterra.

As decisões de Tuchel geram reflexões sobre a gestão do elenco. Se Saka estava em condições de jogar todo o tempo na partida sem importância, por que essa confiança não foi mostrada antes? Embora a vitória sobre a França traga um respiro e um lugar no pódio, ela também provoca uma série de perguntas sobre as escolhas feitas em momentos decisivos do torneio.

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João Ribeiro