Chelsea monta força-tarefa para contratar Morgan Rogers

A contratação de Morgan Rogers pelo Chelsea surpreendeu muita gente no mercado da Premier League. O acordo de 117 milhões de libras, que dá em torno de 802 milhões de reais, fez do meia-atacante um dos jogadores mais caros da história do futebol. Mas o que poucos sabem é que essa negociação não aconteceu da noite para o dia. Por trás desse sucesso, houve uma mobilização intensa que envolveu o treinador, os diretores, o capitão e outros atletas do time, tudo para convencer o jogador que ele era a prioridade do Chelsea.

Em menos de 48 horas, o Chelsea transformou um simples interesse em uma contratação concretizada. Isso é notável, especialmente considerando que outros grandes clubes, como Arsenal, Bayern de Munique e Paris Saint-Germain, estavam de olho no jogador. O Aston Villa, por sua vez, estava relutante em liberar um de seus principais talentos, mas o Chelsea conseguiu dar uma guinada na situação em tempo recorde.

A ofensiva do Chelsea começou oficialmente na quinta-feira, um dia após a eliminação da Inglaterra na semifinal da Copa do Mundo. Desde então, os Blues aceleraram os passos da negociação, fazendo o jogador sentir que ele era, de fato, o alvo principal dessa janela de transferências.

### A Mobilização do Chelsea

As negociações não foram simples e envolveram praticamente todas as figuras importantes da estrutura do Chelsea. Além dos diretores, o técnico Xabi Alonso teve um papel fundamental. Na sexta-feira, ele ligou diretamente para Morgan Rogers, apresentando seu projeto esportivo e explicando como pretendia utilizar o jogador em campo. O técnico deixou claro que estava interessado em Rogers desde que assumiu o comando do clube, em maio.

Essa conversa teve um impacto positivo. Rogers ficou impressionado com a clareza das ideias de Alonso e a convicção com que ele se expressou. Para o jogador, ficou evidente que ele seria uma peça central no novo projeto do Chelsea. E a comunicação não parou por aí. Enquanto estavam concentrados com a seleção inglesa, o capitão Reece James também conversou pessoalmente com Rogers, e um amigo próximo, Cole Palmer, mandou mensagens. Essa rede de contatos deixou o jogador ciente de que o Chelsea realmente se mobilizou para convencê-lo.

Outro ponto que agradou a Rogers foi a agilidade do processo. Ao contrário de negociações longas e cercadas de incertezas, tudo foi resolvido rapidamente, com os detalhes finais sendo acertados no sábado.

### O Desafio com o Aston Villa

Convencer Rogers foi apenas uma parte do desafio. O Chelsea também precisava persuadir o Aston Villa, que não tinha planos de vender o jogador durante a Copa do Mundo. O clube de Birmingham acreditava que uma boa performance de Rogers poderia aumentar ainda mais seu valor. Com um contrato de cinco anos e uma temporada que resultou em 14 gols e 11 assistências, o Villa o considerava um ativo importante.

Internamente, o técnico Unai Emery via Rogers como fundamental para o elenco. No ano anterior, ele até pediu que o jogador ficasse, devido à dificuldade do time em encontrar substitutos com as mesmas características. Mas, apesar disso, a situação financeira do Villa acabou pesando na decisão. O clube precisava fazer uma venda significativa para manter o processo de reformulação e cumprir as exigências financeiras da UEFA.

O Aston Villa deixou claro que só abriria negociações se o valor fosse considerado histórico. Eles se basearam em transferências recentes para definir o preço, acreditando que um jogador como Rogers deveria custar cerca de 117 milhões de libras. Foi nesse ponto que o Chelsea encontrou uma oportunidade. Enquanto o Arsenal tinha um teto de 80 milhões de libras e recusou-se a ultrapassá-lo, os Blues estavam dispostos a atender às exigências do Villa.

O Arsenal, que pretendia usar Rogers principalmente como jogador pela esquerda, acabou focando em outros alvos quando percebeu que o Chelsea estava disposto a igualar a proposta. A abordagem mais flexível do Chelsea, que explorou as várias funções que Rogers poderia desempenhar, também foi um fator decisivo. O clube esperou a desclassificação da Inglaterra na Copa do Mundo para formalizar qualquer proposta, evitando distrações durante o torneio e, assim, demonstrou ao jogador que ele era uma prioridade.

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João Ribeiro