Family Business Petraglia já é legal no Athletico?

A matéria sobre o Athletico Paranaense trouxe à tona um tema que já gerava burburinho entre os torcedores e críticos: a relação entre a família do presidente Mario Celso Petraglia e os negócios do clube. O repórter Vinicius Cordeiro fez uma investigação que ganhou destaque, e o editor Julio Filho amplificou a discussão. A questão central é a troca do gramado sintético na Baixada, que será feita pela Kango Brasil, uma empresa ligada a Mario Celso Keinert Petraglia, filho do presidente.

Não é novidade para quem acompanha o clube que, nos últimos 20 anos, Petraglia construiu uma verdadeira “Family Business”. Com exceção de sua filha Ana Paula, que tem sua independência, ele estabeleceu um negócio familiar que oferece uma variedade de serviços ao Furacão. De aulas de inglês a cadeiras para o estádio, passando por chopp e frango a passarinho no Bar da Brahma, a lista é extensa. E, claro, não podemos esquecer dos direitos de transferência de jogadores, que são a cereja do bolo dessa dinâmica.

Alguns torcedores levantam a bandeira de que essa estrutura familiar contraria o estatuto do Athletico. Porém, no cenário do futebol brasileiro, muitas questões que vão contra a lei acabam se tornando parte da rotina do clube, especialmente se o time continua a vencer em campo. O presidente Petraglia acredita que a contrapartida que o Athletico deve a ele são os serviços contínuos prestados pela sua “Family Business”.

A aceitação silenciosa dos sócios e conselhos do clube tem transformado essa situação em algo quase “legal” no cotidiano do Athletico. Os negócios da família estão tão entrelaçados à vida do clube que seus impactos devem perdurar por muito tempo. E, com as eleições para a presidência do Athletico se aproximando em novembro de 2027, fica a pergunta no ar: será que a família Petraglia vai abrir mão desse controle?

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João Ribeiro