A recente notícia sobre a lesão do lateral-direito Wesley, que aconteceu durante o amistoso contra o Egito, deixou os jogadores da seleção brasileira bastante abalados. Infelizmente, essa situação não é nova para a nossa seleção. Ao longo da história das Copas do Mundo, desde que a FIFA permitiu a troca de jogadores inscritos em 1970, o Brasil já cortou pelo menos um atleta em dez edições do torneio.
O último caso ocorreu em 2006, quando Edmilson, que jogava no Barcelona na época, sofreu uma lesão no menisco lateral do joelho enquanto estava na Alemanha. O volante Mineiro, do São Paulo, foi chamado para substituí-lo. A primeira troca de convocados aconteceu antes da conquista do tri em 1970, quando o goleiro Emerson Leão foi convocado no lugar do atacante Rogério.
Entre os cortes mais memoráveis, estão os de Romário, em 1998, por uma lesão na panturrilha, e de Emerson, capitão da equipe, quatro anos depois, que se machucou na clavícula durante um treino. Além disso, houve jogadores que, mesmo cortados durante a Copa, não foram substituídos. Um exemplo é Neymar, que ficou fora da histórica derrota para a Alemanha em 2014, após levar uma joelhada nas costas.
No último Mundial, também tivemos desfalques: o lateral-esquerdo Alex Telles e o atacante Gabriel Jesus não puderam participar da competição após o seu início. É uma situação que causa preocupação e tristeza, tanto para os jogadores quanto para os torcedores.
Wesley se machucou no amistoso contra o Egito, realizado em Cleveland, nos Estados Unidos, e saiu de campo com dificuldade. Após exames, foi confirmada uma lesão muscular que deve deixá-lo fora dos gramados por cerca de 40 dias. Com a saída de Wesley, o técnico Carlo Ancelotti convocou Éderson, volante da Atalanta, para ocupar a vaga.
Agora, a seleção conta com apenas Danilo como lateral-direito de origem, que também tem atuado como zagueiro. Ibañez, outro convocado para a zaga, também pode jogar nessa posição. No lado esquerdo, a disputa é entre Douglas Santos, do Zenit, e o experiente Alex Sandro, do Flamengo. Antes dessas mudanças, Ancelotti já havia perdido Eder Militão e os atacantes Estevão e Rodrygo devido a lesões.
Esses imprevistos são parte do universo do futebol, mas sempre trazem uma dose de tensão e expectativa para a torcida. Vamos acompanhar como a seleção se adaptará e quais serão os desdobramentos nessa jornada.