Carlos Alberto Parreira é o primeiro técnico demitido em Copa

A Tunísia viveu um momento inusitado nesta segunda-feira (15) ao decidir demitir seu treinador, Sabri Lamouchi, após uma derrota pesada para a Suécia, com um placar de 5 a 1. Essa saída, embora ainda não confirmada oficialmente, já foi noticiada por vários veículos e marca um recorde: é a demissão mais precoce na história das Copas do Mundo. Mas muitos podem não saber que um brasileiro foi o primeiro a passar por essa situação durante um Mundial: Carlos Alberto Parreira, em 1998.

Na Copa da França, Parreira estava à frente da seleção da Arábia Saudita, que tentava repetir o sucesso de 1994, quando avançou para o mata-mata. Curiosamente, Parreira era o atual campeão mundial, tendo levado a seleção brasileira ao tetra, o que gerou grandes expectativas ao assumir os sauditas. No entanto, as coisas não saíram como o esperado.

Ele começou o torneio em 1998, mas as duas primeiras partidas da Arábia resultaram em derrotas: 1 a 0 para a Dinamarca e 4 a 0 para a França. O descontentamento foi tanto que ele nem chegou a completar a fase de grupos. Após um empate com a África do Sul, Mohammed Al-Kharashy assumiu a posição de forma interina. É interessante notar como, mesmo com um histórico de sucesso, a pressão em um Mundial pode ser imensa.

A Copa de 1998 foi um divisor de águas quando se fala em demissões de treinadores. Além de Parreira, outros técnicos também enfrentaram situações semelhantes. Cha Bum-Kun, da Coreia do Sul, e Henryk Kasperczak, da Tunísia, também foram demitidos após derrotas consecutivas na fase de grupos. Assim, apenas esses três técnicos, junto com Lamouchi, vivenciaram a pressão de serem afastados durante uma Copa do Mundo.

Além disso, é comum que alguns treinadores sejam dispensados antes do início do torneio. Um exemplo é Julen Lopetegui, que deixou o comando da seleção espanhola em 2018 após um desentendimento com a federação, já que tinha acertado com o Real Madrid. Fernando Hierro assumiu interinamente nesse caso. Em 2002, Srečko Katanec, técnico da Eslovênia, pediu demissão após um conflito com Zlatko Zahovic, seu principal jogador. Apesar de sua saída, Katanec permaneceu no comando até o final do Mundial, que terminou com a eliminação da Eslovênia.

Essas histórias mostram como o futebol é imprevisível e como a pressão em Copas do Mundo pode levar a decisões rápidas e muitas vezes surpreendentes.

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João Ribeiro