O momento da seleção brasileira sob o comando de Carlo Ancelotti, entre outubro e novembro do ano passado, trouxe uma formação de ataque que era um verdadeiro espetáculo. A equipe contava com Rodrygo na ponta esquerda, Estêvão na direita, e Matheus Cunha e Vinicius Júnior jogando mais centralizados. Naquele período, Raphinha estava fora devido a uma lesão, o que gerava perguntas sobre como ele poderia se encaixar no time. Com as lesões de Rodrygo e Estêvão que os deixaram fora da Copa do Mundo, a entrada de Raphinha se tornou uma escolha natural.
Em teoria, Raphinha assumiu a posição que antes era de Rodrygo, que tinha um estilo de jogo mais flutuante, quase como um camisa 10. No entanto, os dois têm características bem diferentes. Ancelotti mesmo comentou sobre isso após a partida contra o Panamá, indicando que Raphinha deve atuar como meia central no próximo jogo contra o Egito. Essa mudança também destaca a importância de Rodrygo para a equipe.
Na vitória recente contra o Panamá, Raphinha atuou como um falso nove por 45 minutos. Ele circulava pela área, se aproximando dos zagueiros adversários e se posicionando para receber passes. Mesmo sem brilhar na partida, sua atuação teve a ver com o desempenho coletivo da seleção, que não foi dos melhores no primeiro tempo. O time teve dificuldades em manter a posse e sofreu com as longas posses de bola do Panamá.
Ancelotti elogiou a velocidade de Raphinha em atacar a defesa adversária. Ele destacou que o jogador é, sem dúvida, um dos melhores do mundo nesse aspecto. Para o técnico, o ideal é que Raphinha jogue próximo da linha de defesa dos oponentes, onde pode explorar sua habilidade de se infiltrar. Apesar de Raphinha também ter potencial para jogar de forma mais associativa, seu forte mesmo é em jogadas rápidas e incisivas. Nas últimas duas temporadas, ele marcou 55 gols jogando pelo Barcelona.
Em contraste, Rodrygo tem um estilo diferente que dificulta sua substituição. Ele se destaca pela qualidade nos passes curtos e pela movimentação, o que faz dele um atacante que poderia atuar como meia. Sob a orientação de Ancelotti, Rodrygo flutuava pelo campo, aparecendo no ataque e criando oportunidades, mas sua presença na área era menos frequente. Essa combinação de habilidades torna seu perfil único e difícil de ser replicado.
Com a possibilidade de Raphinha jogar como um meia central na partida contra o Egito, Ancelotti realizou algumas mudanças na escalação. Durante o segundo treino nos Estados Unidos, ele fez cinco alterações em relação ao time que enfrentou o Panamá, colocando Igor Thiago como centroavante e deslocando Raphinha para atuar mais atrás. Lucas Paquetá jogará pela ponta direita, enquanto Wesley e Vinícius Júnior completarão a linha de ataque.
Essa não é a primeira vez que Raphinha atua como meia sob a orientação de Ancelotti. Ele já havia desempenhado essa função em um jogo anterior contra o Chile, onde teve uma boa atuação, ajudando na criação de jogadas e finalizando com qualidade. O técnico italiano parece ter grandes expectativas para o próximo jogo, esperando que Raphinha possa corresponder e minimizar a falta de Rodrygo.
A provável escalação do Brasil contra o Egito é Alisson; Wesley, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Raphinha, Vinícius Júnior e Igor Thiago.