No próximo domingo, dia 5, Brasil e Noruega se reencontram em uma Copa do Mundo, desta vez pelas oitavas de final do Mundial de 2026. E esse encontro não é só mais um jogo; ele traz à tona uma das histórias mais polêmicas da competição: o famoso pênalti marcado para a Noruega em 1998, na fase de grupos do torneio realizado na França.
Naquela ocasião, o Brasil já estava classificado e entrou em campo apenas para garantir a liderança do grupo. Enquanto isso, a Noruega precisava vencer para continuar na briga. O jogo estava empatado em 1 a 1 até que, aos 43 minutos do segundo tempo, o árbitro norte-americano Esfandiar Baharmast marcou um pênalti controverso após um lance entre Junior Baiano e o atacante Tore André Flo. Kjetil Rekdal foi para a cobrança e garantiu a vitória da Noruega por 2 a 1, o que também significou a eliminação de Marrocos, que havia feito sua parte ao vencer a Escócia.
Essa derrota teve um peso simbólico para a Seleção Brasileira. O técnico Mário Jorge Lobo Zagallo chegou a afirmar que o resultado tirou o Brasil do “rumo ao penta”. Nas campanhas anteriores que resultaram em títulos, como em 1958, 1962, 1970 e 1994, a Seleção sempre havia terminado o torneio invicta. Apesar do susto na fase de grupos, o Brasil se recuperou nas fases eliminatórias, derrotando Chile, Dinamarca e Holanda, até chegar à final. Porém, o sonho do pentacampeonato foi adiado quando perdeu para a França por 3 a 0.
O pênalti polêmico gerou bastante revolta. As imagens da transmissão internacional foram repetidas várias vezes, e ninguém conseguia encontrar um contato que justificasse a marcação. Torcedores, jornalistas e até jogadores brasileiros estavam convencidos de que o árbitro tinha cometido um erro grave.
Para complicar ainda mais, a vitória da Noruega eliminou Marrocos, que estava na disputa pelas oitavas. O gol de pênalti mudou a classificação do grupo e acabou com o sonho da seleção africana. Durante dois dias, o lance foi considerado um dos maiores erros de arbitragem da história das Copas do Mundo.
Mas a história não terminou aí. Dois dias depois, uma emissora sueca revelou um ângulo que não fazia parte da transmissão oficial da FIFA. As imagens mostravam claramente Junior Baiano puxando a camisa de Tore André Flo na área, confirmando a infração que o árbitro havia visto, mas que ninguém conseguiria notar nas imagens que circulavam. Essa revelação transformou um erro que parecia grotesco em uma decisão correta que simplesmente não pôde ser comprovada na hora.
Até hoje, quando se fala em Brasil e Noruega nas Copas do Mundo, é impossível não lembrar desse pênalti de 1998, um lance que levou dias para ser esclarecido e que teve um impacto significativo no Grupo A do Mundial de 1998. Além desse jogo, Brasil e Noruega já se enfrentaram outras três vezes em amistosos, com dois empates e uma vitória norueguesa. Agora, o Brasil busca a primeira vitória diante da seleção europeia.