Bruno Guimarães apoia abordagem pragmática de Ancelotti na Seleção

A poucos dias da estreia do Brasil na Copa do Mundo, uma declaração do volante Bruno Guimarães durante uma coletiva de imprensa trouxe à tona um debate que sempre acompanha a Seleção: até onde o torcedor está disposto a aceitar um futebol mais pragmático em troca de vitórias?

Quando questionado sobre a possibilidade de a equipe, sob o comando de Carlo Ancelotti, adotar uma postura mais defensiva em alguns jogos, Bruno não hesitou em considerar a ideia positiva. Ele citou a segunda Champions League que Ancelotti conquistou com o Real Madrid na temporada 2021-22, quando a equipe muitas vezes jogou com linhas mais baixas e apostou no contra-ataque. “Temos jogadores muito rápidos na frente. É algo que já estamos trabalhando, pensando também”, comentou. Ele deixou claro que vê essa estratégia com bons olhos e acredita que é interessante ter essa variação de jogo.

Essa fala é relevante, especialmente agora, quando a Seleção busca um caminho mais objetivo. Após um período com mudanças constantes de treinadores e ideias, a busca por um time mais pragmático parece ser uma resposta natural. O Brasil chega à Copa sem a estabilidade que costuma ter, passando por diferentes conceitos e experiências. Com a saída de Tite e a chegada de Ancelotti, o time teve pouco tempo para se consolidar, e não seria surpreendente vê-los focados em ser competitivos, mesmo que isso signifique abrir mão de um jogo mais bonito.

Pragmatismo e a Seleção

A ideia de jogar com linhas baixas e explorar o contra-ataque pode ser uma solução para um problema que a Seleção enfrentou: a dificuldade em controlar as transições defensivas. Em jogos recentes, a equipe teve problemas ao perder a posse de bola, muitas vezes deixando espaços para os adversários. Assim, jogar com um bloco médio ou mais baixo não significa desistir de atacar, mas sim minimizar riscos e aproveitar as características do elenco.

Os jogadores disponíveis para Ancelotti são rápidos e fisicamente fortes, capazes de transformar uma recuperação de bola em uma chance de gol em segundos. Em uma competição curta como a Copa do Mundo, explorar essas qualidades pode ser mais eficaz do que simplesmente tentar monopolizar a posse de bola.

Formação e Dinâmica da Seleção

Quando Bruno Guimarães foi questionado sobre a formação que Ancelotti poderá usar na estreia contra Marrocos, ele revelou que ainda não receberam informações sobre a escalação. No entanto, comentou sobre as diferenças entre jogar com três jogadores no meio-campo ou um sistema mais ofensivo. Para ele, ter um jogador a mais no meio pode facilitar as dinâmicas de jogo, como tabelas e jogadas rápidas, embora a finalização ainda precise ser melhorada.

Bruno também deixou claro que cabe ao treinador decidir a formação, seja um 4-4-2 ou um 4-3-3. A fala dele sugere que Ancelotti está buscando um equilíbrio, onde um meio-campo mais povoado pode oferecer maior controle e proteção, algo que a Seleção nem sempre conseguiu apresentar. Ao mesmo tempo, ele reconheceu que um esquema mais ofensivo, como o 4-2-4, traz suas vantagens, mas com o risco de deixar o time mais exposto.

Ele citou o último amistoso contra o Egito como exemplo de evolução defensiva. “Defendemos melhor do que contra o Panamá. O gol deles foi uma infelicidade nossa, pois não criaram muitas chances”, comentou.

Calendário da Copa do Mundo

E para quem está contando os dias, o Brasil já tem seu calendário definido na Copa do Mundo:

  • Brasil x Marrocos — 1ª rodada do Grupo C — 13/6
  • Brasil x Haiti — 2ª rodada do Grupo C — 19/6
  • Escócia x Brasil — 3ª rodada do Grupo C — 24/6

Com tantas expectativas, o clima é de ansiedade e esperança. Vamos acompanhar como a Seleção se sairá nessa nova fase sob a batuta de Ancelotti.

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João Ribeiro