Vinicius Júnior é, sem dúvida, a grande estrela do Brasil na Copa do Mundo, mas ele não está sozinho nesse brilho. O atacante do Real Madrid foi eleito o melhor jogador em campo nas três partidas da fase de grupos e se destaca no esquema do técnico Carlo Ancelotti, especialmente em jogos como o contra a Escócia. Mas há outro nome que tem sido fundamental por trás dele: Bruno Guimarães.
Bruno, volante do Newcastle, está vivendo sua segunda Copa do Mundo, após integrar a equipe no Catar em 2022. Apesar de algumas críticas em relação ao seu clube, que muitos consideram de “menor expressão” na Inglaterra, ele tem mostrado seu valor. O Newcastle, vale lembrar, passou por grandes investimentos nos últimos anos, o que tem elevado seu perfil no cenário do futebol.
Sob o comando de Ancelotti, Bruno Guimarães tem se destacado ainda mais. Ele alcançou uma maturidade impressionante nesta Copa do Mundo, alinhando-se à filosofia do treinador que enfatiza que “talento sem movimento não é nada”. Isso se reflete em suas atuações, onde já soma três assistências em três jogos.
### O papel de Bruno Guimarães no meio-campo
Antes de a Copa começar, Ancelotti tentava implementar um esquema de 4-2-4, com apenas dois jogadores no meio e quatro no ataque. Contudo, com as lesões de Estêvão e Rodrygo, o técnico precisou ajustar sua estratégia para fortalecer o meio-campo. Mesmo após se machucar nos amistosos contra França e Croácia, Bruno manteve sua posição como titular.
Enquanto Casemiro ocupa uma posição mais defensiva, alinhando-se com a zaga, Bruno Guimarães tem liberdade para flutuar entre as linhas, atuando até como um meia criativo. Essa liberdade se deve também à presença de Lucas Paquetá, que ganhou a titularidade e trouxe mais estabilidade defensiva ao time. Na partida contra a Escócia, Paquetá teve uma atuação brilhante, permitindo que Bruno avançasse.
### Assistências e movimentação em campo
Na vitória contra a Escócia, Bruno Guimarães deu duas assistências cruciais: uma para Vinicius Júnior e outra para Matheus Cunha, destacando-se também por sua movimentação próxima à área. Ele já havia contribuído com uma assistência para Vini na partida contra Marrocos e está se firmando como o maestro da seleção.
Bruno também se destacou ao buscar o lado esquerdo do campo, apoiando o substituto de Raphinha, Rayan, e ajudando Vinicius em suas jogadas. Ele acertou 22 dos 29 passes que tentou no campo adversário, mostrando que está em sintonia com a proposta ofensiva do time.
### Um meio-campo mais forte
A presença de Paquetá não foi a única mudança que impulsionou Bruno Guimarães. A entrada de Matheus Cunha como titular também fortaleceu o meio-campo, já que ele atua como um falso 9. Isso permite que, quando Bruno avança, Cunha e Paquetá possam reforçar a defesa e evitar contra-ataques. Como Bruno observou após a partida, a movimentação do time se torna mais dinâmica, deixando a defesa adversária em dúvida sobre quem marcar.
Com um time mais coeso e sem desfalques, Ancelotti pode finalmente repetir uma escalação, o que não havia ocorrido até aqui. O Brasil, classificado em primeiro lugar no Grupo C, agora aguarda os resultados do Grupo F para saber quem será seu adversário nas oitavas de final.
A seleção brasileira voltará ao campo na próxima segunda-feira, no Estádio de Houston, Texas, enfrentando o segundo colocado do Grupo F. Japão, Países Baixos e Suécia são as possíveis equipes que o Brasil pode enfrentar, e a definição acontecerá em breve.