Endrick chegou ao Real Madrid há dois anos, em julho de 2024, trazendo grandes expectativas. Com apenas 18 anos, ele vinha de uma temporada incrível pelo Palmeiras, onde ajudou o time a conquistar o Campeonato Brasileiro. No entanto, sua trajetória no clube espanhol não foi tão simples.
No primeiro ano, sob o comando de Carlo Ancelotti, ele participou de 37 jogos, mas a média de tempo em campo foi bem baixa, cerca de 24 minutos por partida. Em LaLiga, por exemplo, ele atuou em 22 jogos, mas com uma média de apenas 18 minutos por partida. Apesar disso, quando teve mais tempo em campo, ele se destacou, especialmente na Copa do Rei, onde marcou cinco gols em seis jogos, com uma média de 60 minutos jogados. Infelizmente, uma série de lesões no final da temporada atrapalhou seu desempenho.
Ao começar a temporada 2025/26 ainda se recuperando, Endrick acabou não sendo aproveitado por Xabi Alonso e jogou apenas 11 minutos em seis meses antes de ser emprestado ao Lyon. O que será que espera por ele agora que voltou ao Real Madrid, sob a direção de José Mourinho?
Endrick brilha no Lyon
Durante seu empréstimo ao Lyon, Endrick realmente se destacou. Ele teve um início avassalador, somando 16 participações em gols em 21 jogos. Mesmo com a queda de rendimento do time na reta final da temporada, seu desempenho fez com que muitos criticaram Xabi Alonso e pedissem sua convocação para a seleção brasileira. Na Data Fifa de março, ele teve uma rápida aparição e se destacou ao dar uma assistência e sofrer um pênalti em apenas 15 minutos de jogo.
No entanto, na Copa do Mundo, as coisas não foram tão simples. Ele enfrentou críticas por não estar sendo utilizado e, na eliminação da seleção para a Noruega, perdeu uma chance clara de marcar. Apesar disso, sua experiência no Lyon mostrou que quando jogava, ele correspondia. Agora, a grande questão é como ele se encaixará na hierarquia do Real Madrid sob o comando de Mourinho.
Mudança de posição e novas oportunidades
Quando Endrick chegou ao Real Madrid, ele era visto como um centroavante. Mas durante sua passagem no Lyon, ele começou a atuar mais como um ponta-direita. Isso se deu devido à versatilidade do time, que utilizava formações que permitiam que ele se movimentasse livremente. Essa mudança de posição pode ser benéfica para ele no Real Madrid, especialmente considerando a presença de Kylian Mbappé como centroavante.
No Lyon, Endrick mostrou uma série de habilidades, como condução de bola, força física e uma boa visão de jogo. Ele se destacou como o maior assistente do time, mesmo jogando apenas metade da temporada. Agora, ao retornar ao Real Madrid, ele pode explorar essa nova função, especialmente considerando que o time tem algumas lacunas na ponta direita, com Rodrygo enfrentando uma séria lesão.
A filosofia de Mourinho e o futuro do time
José Mourinho tem um estilo de jogo que varia entre o 4-3-3 e o 4-2-3-1. Em seus times anteriores, ele costumava priorizar uma construção de jogo mais pausada, o que pode ser desafiador para Endrick. Com a presença de jogadores como Bernardo Silva e Arda Güler, que são opções mais criativas para a ponta, Endrick precisará mostrar que pode ser uma escolha viável.
Mourinho pode optar por utilizar Endrick como um “segundo atacante” que se movimenta pela direita, aproveitando os espaços deixados por Mbappé. No entanto, a questão do equilíbrio do time sempre será uma preocupação para o técnico, que não costuma ser ousado em sua abordagem ofensiva.
Impacto na seleção brasileira
Pensando no futuro, é natural que se imagine Endrick como um dos principais jogadores da seleção brasileira no ciclo até a Copa de 2030. Contudo, o cenário é um pouco mais complexo. Outros jogadores, como Matheus Cunha, estão se consolidando na equipe e podem ocupar posições que Endrick deseja. Além disso, a concorrência é grande, e ele precisará se destacar tanto no Real Madrid quanto na seleção para garantir seu espaço.
Ele pode ser uma peça importante no esquema de Ancelotti, especialmente em um 4-3-3, mas ainda há muitas variáveis a serem consideradas. O futuro de Endrick parece promissor, mas a estrada está cheia de desafios e incertezas.