A estreia da Espanha na Copa do Mundo de 2026 contra Cabo Verde foi um pouco complicada. A equipe, comandada por Luis de la Fuente, parecia um pouco sobrecarregada naquele primeiro jogo. Mas, desde então, a seleção se recuperou e está invicta, marcando oito gols e, mais importante, não deixando a bola entrar no seu gol.
A expectativa era grande em relação ao retorno de Lamine Yamal, que poderia trazer a criatividade que a La Roja precisava no ataque. Porém, até agora, ele ainda não conseguiu brilhar como se esperava, especialmente em termos de gols e assistências.
Diante disso, quem tem se destacado é Mikel Oyarzabal. Ele já marcou dois gols contra a Arábia Saudita e mais dois na vitória de três a zero sobre a Áustria. Com esse triunfo, a Espanha se tornou a primeira geração do país a vencer um jogo eliminatório em Copas do Mundo desde o famoso gol de Andrés Iniesta em 2010. Entre aquele título e agora, a seleção passou por algumas decepções, caindo na fase de grupos em 2014, sendo eliminada por pênaltis em 2018 e perdendo para o Marrocos no Qatar. Desta vez, a equipe não quis saber de tropeços e venceu a Áustria com facilidade.
Defesa sólida da Espanha
Embora muitos estejam admirando o ataque da La Roja, o que realmente merece destaque é a defesa. Os números mostram que a Espanha tem sido sólida nesse aspecto. Na fase de grupos, a Áustria, que não estava em sua melhor forma, conseguiu apenas cinco finalizações contra a Espanha, sendo que nenhuma delas foi realmente perigosa. Isso se alinha com a tradição defensiva da seleção, que tem se mostrado eficaz desde o início do torneio.
Contra Cabo Verde, a Espanha permitiu seis finalizações, mas apenas uma delas exigiu uma defesa do goleiro Unai Simón. Na goleada sobre a Arábia Saudita, o número de finalizações caiu para três, e na vitória apertada contra o Uruguai, foram cinco. O goleiro teve que trabalhar um pouco, mas conseguiu se sair bem em todas as ocasiões.
Em termos de gols esperados sofridos, a situação também é favorável. Cabo Verde teve apenas 0,20, a Arábia Saudita 0,14, e o Uruguai também com 0,20. A Áustria, por sua vez, não conseguiu chutar a gol, acumulando apenas 0,32 de xG. Esse desempenho defensivo ajudou Simón a ultrapassar a marca de 476 minutos sem sofrer gols durante Copas do Mundo, superando até mesmo a marca de lendas como Iker Casillas e Walter Zenga.
Comparação com a seleção de 2010
É interessante notar que a atual seleção espanhola tem algumas semelhanças com a equipe campeã de 2010. Naquele torneio, a Espanha começou com uma derrota para a Suíça e só conseguiu manter um jogo sem sofrer gols nas oitavas de final. Contudo, depois daquele início complicado, a equipe não levou mais nenhum gol até conquistar o título, vencendo partidas decisivas sempre por um a zero.
Embora a campanha atual ainda esteja em desenvolvimento e a seleção não tenha enfrentado os desafios mais duros, a força tanto no ataque quanto na defesa dá à Espanha uma chance real de brilhar neste torneio. A geração atual tem mostrado qualidades ofensivas impressionantes, mas a base sólida que De la Fuente construiu fornece um diferencial em relação aos adversários nas fases seguintes.