Rubens Ferreira e Silva, conhecido como Rubão, ex-presidente do Paraná Clube, se manifestou sobre a venda do clube para a NextPlay e negou que esteja contra a transformação do Paraná em Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Ele esteve à frente do clube entre 2021 e 2024 e, durante uma reunião do Conselho Deliberativo, foi um dos dois votos contrários à proposta de venda.
Em uma conversa com a equipe do UmDois Esportes, Rubão explicou que seu voto foi motivado pela falta de garantias apresentadas pela NextPlay. Ele destacou que a reunião tinha como pauta o Acordo de Acionistas e o Contrato de Compra e Venda, e que, na sua opinião, as garantias que deveriam ser apresentadas não foram suficientes. “Eu não recusei a SAF. Está havendo uma grande confusão”, afirmou ele. Segundo Rubão, a proposta da NextPlay foi aprovada no ano passado, mas ainda aguarda a homologação da Justiça.
Rubão também comentou sobre sua experiência enquanto estava no comando do clube. Ele mencionou que sempre buscou garantias em propostas de venda da SAF. “Criamos a SAF para requerer a Recuperação Judicial. Jamais eu poderia ser contra isso”, enfatizou. Ele possui 10% das ações do Paraná e já declarou que esse percentual será transferido à Associação com a venda da SAF. Para ele, a SAF é fundamental para a salvação do clube, mas frisou que a NextPlay ainda não apresentou as garantias necessárias.
Outro voto contrário à venda foi de Renato Collere, ex-presidente do Conselho e membro do Comitê da SAF. Ele também explicou que sua decisão foi pessoal e não reflete a opinião de outros membros do comitê. Collere mencionou que existem riscos a serem considerados, mas, por questões de confidencialidade, não pôde detalhar quais são esses fatores.
Na última reunião do Conselho, realizada no dia 22, a venda da SAF para a NextPlay foi aprovada quase por unanimidade. Apesar de algumas incertezas, os sócios da NextPlay conseguiram esclarecer as dúvidas dos conselheiros. Pedro Weber, CEO da NextPlay, comentou que a aprovação representa um passo importante para o futuro do Paraná Clube. Ele acredita que o modelo proposto preserva a identidade do clube e oferece as condições para um projeto sustentável.
Para que a venda da SAF se concretize, o Paraná Clube precisa da Certidão Positiva com Efeitos de Negativa da Fazenda Nacional, que comprova a regularidade fiscal. Esse documento será emitido após a transação tributária com a União e o pagamento da primeira parcela de R$ 3 milhões. A juíza responsável pelo caso deu um prazo de 90 dias para a apresentação da certidão, e só após isso o plano de Recuperação Judicial será homologado.