Ingenuidade sobre os EUA: a situação era mais grave do que se pensava

As atuações dos Estados Unidos na Copa do Mundo têm sido um verdadeiro espetáculo, com vitórias marcantes, como 4 a 1 sobre o Paraguai e 2 a 0 contra a Austrália. Mas, por trás dessas conquistas, há muito trabalho e dedicação. O técnico Mauricio Pochettino, que comanda a seleção, deixou claro que esse entrosamento não apareceu da noite para o dia. Foi preciso esforço e planejamento.

Na coletiva de imprensa antes da última rodada da fase de grupos, Pochettino comentou sobre os desafios que enfrentou ao assumir a seleção. Ele destacou que não contava com o baixo comprometimento dos jogadores em vestir a camisa da seleção. “Fomos ingênuos. Achávamos que todo mundo estava ansioso para ajudar, mas a realidade foi diferente. Foi um choque”, explicou o treinador. Essas palavras mostram bem como foi difícil a adaptação inicial.

Desde que Pochettino chegou, a equipe passou por altos e baixos. Embora tenha conseguido algumas vitórias, também enfrentou críticas, especialmente após algumas apresentações decepcionantes na Copa Ouro, um torneio regional da Concacaf. No entanto, a mudança de postura na equipe se deu quando ele decidiu apostar em uma formação mais sólida, com três zagueiros, e começou a confiar mais nos jogadores que tinha à disposição.

Agora, os Estados Unidos lideram o Grupo D com seis pontos, o que renovou as esperanças dos torcedores. O técnico acredita que a equipe tem potencial para fazer história e sonhar com um título mundial, mas ressalta a importância de manter o foco. “Precisamos concentrar toda a nossa energia no torneio e no convívio com os jogadores”, disse Pochettino.

Para o jogo decisivo contra a Turquia, nesta quinta-feira, às 23h (horário de Brasília), Pochettino pode ter uma boa notícia: o retorno de Christian Pulisic. O jogador ficou fora da partida anterior por causa de uma lesão na panturrilha, mas se sente bem e espera estar em campo. A decisão se ele começará como titular ou no banco ainda depende da equipe médica.

Entretanto, o técnico terá que lidar com alguns desfalques. Quatro titulares das partidas anteriores, como os zagueiros Chris Richards e Antonee Robinson, o meio-campista Tyler Adams e o atacante Folarin Balogun, não devem jogar para evitar riscos, já que estão pendurados. Além disso, o meia Cristian Roldán também é dúvida devido a uma leve distensão muscular, mas está se recuperando bem.

Mesmo que a Turquia já tenha sido eliminada do torneio, Pochettino não espera um jogo fácil. “Eles têm bons jogadores e vão entrar em campo para competir”, afirmou. A expectativa é que a partida seja emocionante, e os EUA devem estar prontos para enfrentar qualquer desafio.

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João Ribeiro