Inglaterra enfrenta desafio nas quartas contra a Noruega

A Inglaterra vai enfrentar a Noruega neste sábado (11), às 18h, no Hard Rock Stadium, em Miami, pelas quartas de final da Copa do Mundo. O técnico Thomas Tuchel está preocupado em como a equipe lidará com Erling Haaland, um dos principais atacantes do torneio. Mas, além de Haaland, os ingleses têm um outro desafio pela frente: a exaustão acumulada durante a competição.

Um levantamento do “The Athletic” mostrou que a Inglaterra é a seleção que mais percorreu distância até aqui, somando incríveis 17.500 quilômetros. Para se ter uma ideia, essa distância é suficiente para fazer uma viagem de ida e volta de Londres a Los Angeles. Em comparação, a França, que já garantiu seu lugar nas semifinais, viajou apenas cerca de 3 mil km desde o início do torneio.

Vamos dar uma olhada nas distâncias percorridas pelas seleções restantes nesta fase da Copa do Mundo:

  • Inglaterra: 17.546 km
  • Marrocos: 13.642 km
  • Espanha: 12.594 km
  • Noruega: 11.035 km
  • Suíça: 9.796 km
  • Argentina: 9.250 km
  • Bélgica: 5.156 km
  • França: 3.091 km

Mas por que a Inglaterra percorreu tanto? O time treinou em Kansas City, que também foi sua base durante a pré-Copa. No entanto, eles jogaram em seis estádios diferentes nos Estados Unidos e no México, voltando para o Missouri entre as partidas. Isso explica o desgaste físico que a equipe vem enfrentando. Aqui estão os jogos da Inglaterra até agora:

  • 17 de junho, Dallas — Inglaterra 4 x 2 Croácia
  • 23 de junho, Boston — Inglaterra 0 x 0 Gana
  • 27 de junho, Nova York/Nova Jersey — Inglaterra 2 x 0 Panamá
  • 1º de julho, Atlanta — Inglaterra 2 x 1 República Democrática do Congo
  • 5 de julho, Cidade do México — Inglaterra 3 x 2 México
  • 11 de julho, Miami — Inglaterra x Noruega

Além da distância, a alta temperatura média e o cansaço podem ser fatores decisivos em um torneio como este. Durante a partida contra o México, a equipe ainda teve que lidar com a expulsão de Jarell Quansah, jogando boa parte do segundo tempo com um jogador a menos. A fadiga é uma preocupação real, especialmente para jogadores como Declan Rice, que já havia feito 66 partidas antes da Copa e precisou ser poupado contra o Panamá.

Agora, voltando a Haaland. O atacante norueguês tem sido um dos grandes destaques do torneio, e a pergunta que todos se fazem é: como a Inglaterra vai parar esse jogador? Morgan Rogers, um dos atletas da seleção, admitiu que não sabe se alguém já conseguiu anular Haaland, mas a equipe precisará fazer um esforço redobrado.

Ele destacou a importância de estar sempre atento aos movimentos de Haaland dentro da área. “Ele pode mudar o rumo de uma partida num estalar de dedos. Precisamos estar muito concentrados”, afirmou. O zagueiro Gabriel Magalhães, que já enfrentou Haaland em jogos do Arsenal contra o Manchester City, mencionou que o atacante consegue encontrar espaço e marcar gols de forma impressionante.

Rogers acredita que o sucesso da Inglaterra passará por um esforço coletivo, impedindo que a Noruega tenha tempo e espaço com a bola para acionar seu artilheiro. Em situações de 1 x 1, será complicado para a defesa manter o gol limpo. “Precisamos interromper o fluxo de passes e evitar que a bola chegue até ele”, concluiu o jogador.

Agora é esperar para ver como a seleção vai se sair nesse desafio.

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João Ribeiro