Messi reencontra seu melhor futebol na Copa do Mundo 2022

É impressionante pensar que Lionel Messi, aos 39 anos, ainda esteja brilhando tanto em uma Copa do Mundo. O craque argentino sempre surpreendeu, e sua performance nesta edição é um exemplo disso. A Argentina está de volta à final neste domingo (19), e muito disso se deve ao talento do camisa 10, que está mostrando momentos que nos lembram de seus melhores tempos no Barcelona.

Durante a competição, Messi acumulou números incríveis: ele já marcou oito gols, deu quatro assistências e teve 12 participações diretas em gols, se tornando o maior artilheiro e assistente da história em uma única edição do Mundial. Esses dados são impressionantes, mas o que realmente encanta é vê-lo em campo. Antes do torneio, havia a dúvida se ele conseguiria manter o mesmo nível físico que os melhores do mundo, especialmente porque, desde 2023, ele joga em um campeonato menos competitivo, nos Estados Unidos. Enquanto outros jogadores, como Cristiano Ronaldo, sentiram o peso da idade, Messi continua firme.

É claro que ele não dribla como antes, passando por três ou quatro adversários antes de marcar. Hoje, ele toca menos na bola, mas participa ativamente do jogo. Muitas vezes, você o vê caminhando pelo campo, observando e procurando espaços. Para escapar da marcação, ele tem jogado como um ponta direita, uma posição que ocupou durante boa parte de sua carreira.

A trajetória da Argentina neste Mundial não tem sido fácil. A fase de grupos foi tranquila, com três vitórias e jogos memoráveis de Messi, incluindo um hat-trick contra a Argélia. Porém, no mata-mata, as coisas foram mais complicadas. A seleção enfrentou desafios, como empates e até prorrogações. A semifinal contra a Inglaterra foi um grande teste, com a Argentina garantindo a vitória com dois gols dramáticos no final do segundo tempo.

Um detalhe que chamou atenção foi como Messi se posicionou mais aberto nas partidas decisivas. Ele frequentemente se afastou do centro do campo para atuar como ponta, especialmente nos momentos críticos. Isso remete a seus primeiros anos no Barcelona, quando encantava jogando na linha lateral. Essa mudança de posição aconteceu principalmente nos últimos 20 minutos dos jogos, quando a equipe precisava de mais atacantes na área.

E como isso funcionou para Messi! Ele se tornou o jogador com mais dribles (25) e duelos ganhos no chão (51) na Copa, mostrando que ainda é uma força a ser reconhecida. Muitas vezes, seus companheiros de equipe, como o lateral-direito Nahuel Molina, ajudaram a criar espaço para ele, fazendo ultrapassagens e permitindo que Messi recebesse a bola em melhores condições.

A virada nas oitavas de final, onde ele fez três gols contra o Egito em um intervalo de poucos minutos, foi um exemplo claro de como sua nova função como ponta fez diferença. Mesmo jogando menos, ele conseguiu impactar o resultado de forma decisiva. O mesmo aconteceu nas partidas seguintes, onde ele sempre buscou o lado do campo para criar oportunidades, mesmo quando não estava em sua melhor forma.

Na semifinal, a pressão argentina era intensa desde o começo, e Messi se posicionou bem aberto novamente, criando chances e exigindo defesas do goleiro inglês. Ele também foi fundamental em jogadas que resultaram em gols, atraindo a marcação e permitindo que outros jogadores aparecessem livres.

Se a Argentina se encontrar atrás no placar na final, é bem provável que Messi volte a atuar como ponta, buscando resgatar sua seleção. Com sete gols até aqui, sendo dois na final de 2022, ele pode coroar sua carreira com um bicampeonato, e todos estão ansiosos para ver o que ele nos reserva neste domingo, a partir das 16h (horário de Brasília).

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João Ribeiro