Messi se destaca, mas a força da Scaloneta vai além dele

A seleção argentina começou sua jornada na defesa do título mundial exatamente do jeito que seus torcedores esperavam: vencendo e com Lionel Messi brilhando em campo. Na terça-feira, dia 16, em Kansas City, o time comandado por Lionel Scaloni venceu a Argélia por 3 a 0 na primeira rodada do Grupo J da Copa do Mundo. E quem foi o grande protagonista da noite? Claro, o camisa 10, que marcou todos os gols da partida e mostrou porque é a principal referência da equipe.

Com esse hat-trick, Messi não só se destaca como um dos maiores jogadores da história, mas também ultrapassou Pelé em participações diretas em gols nos Mundiais. Além disso, ele igualou Miroslav Klose no topo da lista de artilheiros da competição. Aos 38 anos, ele continua surpreendendo, mostrando que está em excelente forma física e ainda pode decidir jogos importantes.

Mas a vitória da Argentina não se deve apenas ao brilho de Messi. O trabalho coletivo da equipe foi notável. A seleção mostrou-se organizada, intensa e confortável com a bola nos pés, reafirmando as características que a levaram a conquistar o título mundial anteriormente. Essa atuação impressiona e a Argentina se posiciona como uma das fortes candidatas ao título novamente.

### Como foi o jogo entre Argentina e Argélia?

O jogo em Kansas City foi repleto de intensidade e emoção. Logo nos primeiros dez minutos, dois gols foram anulados: um de Messi pela Argentina e outro de Farès Chaïbi pela Argélia, ambos por detalhes mínimos. Mas Messi estava determinado. Com um lindo passe de Rodrigo De Paul, ele recebeu livre, avançou até a meia-lua e disparou um chute colocado que foi parar no ângulo. Um golaço!

No segundo tempo, a Argélia, precisando correr atrás do prejuízo, avançou suas linhas e criou um pouco de pressão sobre a Argentina, mas isso deixou espaço para os contra-ataques. E foi assim que, aos 14 minutos, após um chute de Mac Allister que Luca Zidane não conseguiu segurar, Messi apareceu para empurrar a bola para o gol. Ele ainda teve tempo para marcar o terceiro e garantir seu lugar na história como o maior artilheiro das Copas, ao lado de Klose.

### A genialidade de Messi e a força coletiva

A noite foi de Messi, mas também destacou uma das maiores virtudes da Argentina sob o comando de Scaloni: a força do coletivo. Messi decidiu e desequilibrou, mas teve ao seu redor uma equipe que potencializa suas qualidades. O craque chegou ao torneio exatamente como planejou, após escolher atuar na MLS, onde a rotina é menos desgastante se comparada aos ligas europeias. Isso permitiu que ele mantivesse um bom controle físico, fundamental para quem vê essa Copa como um dos últimos grandes desafios da carreira.

Dentro de campo, a leveza de Messi é visível. Ele se movimenta com agilidade e tem a capacidade de transformar jogadas comuns em gols. Ao seu lado, os companheiros como De Paul, Mac Allister e Enzo Fernández se movimentam constantemente, criando opções e gerando superioridade numérica nos corredores do campo. A equipe mostra um entrosamento raro, encurtando espaços e quebrando linhas de marcação com facilidade.

Essa harmonia em campo é talvez a principal força da Argentina. Mais do que depender de um único gênio, o time funciona como um conjunto bem sincronizado. E quando esse conjunto tem um Messi inspirado, fica difícil encontrar adversários no mesmo nível.

### O que esperar a seguir?

A vitória sobre a Argélia era considerada o desafio mais complicado da fase de grupos para a Argentina. A seleção africana trouxe uma geração forte e costuma impor dificuldades aos adversários com sua intensidade física. Ao vencer esse primeiro desafio com autoridade, a Argentina dá um passo importante rumo à classificação.

O próximo jogo será contra a Áustria, que tem mostrado evolução sob o comando de Ralf Rangnick. Apesar disso, os argentinos são vistos como favoritos. Na terceira rodada, enfrentarão a Jordânia, considerada a seleção mais acessível do grupo. Se mantiverem o nível apresentado na estreia, a possibilidade de uma campanha perfeita com nove pontos se torna bastante realista.

E assim, a Argentina segue sua caminhada no torneio, com a expectativa de grandes jogos pela frente.

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João Ribeiro