A seleção espanhola está prestes a fazer história novamente, enfrentando a Argentina de Lionel Messi na grande final da Copa do Mundo. O time busca conquistar o bicampeonato mundial, e essa decisão marca a terceira final da Espanha em competições internacionais nos últimos três anos, além da Eurocopa de 2024 e da Liga das Nações de 2025. Todo esse sucesso tem um nome por trás: Luis de la Fuente.
De la Fuente não é apenas um treinador; ele é alguém que conhece profundamente a metodologia e o estilo de jogo que fazem parte do DNA do futebol espanhol. Ele cresceu acompanhando e treinando muitos dos jogadores que hoje estão sob seu comando, o que traz uma conexão única entre eles. A chance de conquistar mais uma estrela na camisa da “Roja” está nas mãos dele.
Para entender melhor o trabalho de Luis de la Fuente, é interessante olhar para sua trajetória no futebol. Ele começou como lateral-esquerdo, passando boa parte da carreira no Athletic Bilbao, onde conquistou o Campeonato Espanhol em 1983 e 1984. Foi no mesmo clube que começou sua jornada como técnico em 2009, quando assumiu o time B.
Dois anos depois, ele teve uma breve passagem pelo Alavés, mas logo foi convidado para liderar a seleção sub-19 da Espanha. Naquela época, o estilo de jogo da seleção já refletia influências do Barcelona, especialmente com o sucesso de Pep Guardiola. Com mais de uma década de experiência, De la Fuente teve a oportunidade de aprender com grandes nomes do futebol espanhol como Luis Aragonés e Vicente del Bosque. Essa bagagem foi fundamental para moldar a formação dos jogadores espanhóis.
A trajetória de De la Fuente na seleção principal começou após a eliminação da Espanha na Copa do Mundo de 2022. Apesar das dúvidas iniciais sobre sua capacidade, ele rapidamente se destacou com uma abordagem inovadora e divertida. Em 2024, sua equipe encantou o mundo, conquistando a Eurocopa ao vencer a Inglaterra na final. Mesmo com algumas derrotas em 2023 e 2024, o time se mostrou forte e competitivo, chegando à Liga das Nações como um dos favoritos.
Embora a Espanha não tenha conquistado a Liga das Nações, o empate contra Portugal na final foi um aprendizado importante. Luis de la Fuente percebeu que a equipe precisava ajustar sua defesa e começou a trabalhar para melhorar a fase defensiva. Desde então, a seleção passou a ter uma postura mais cautelosa, o que se refletiu em seu desempenho na Copa do Mundo.
Luis de la Fuente está imerso no ambiente da seleção há 13 anos e, por isso, conhece bem as características de seus jogadores. Essa relação próxima é visível, e o carinho que os atletas têm por ele é palpável. Recentemente, o lateral Marc Cucurella fez uma promessa bem-humorada: se a Espanha vencer a Copa, ele tatuará o rosto do treinador. Essa demonstração de afeto é um sinal claro de como a equipe se une em torno de De la Fuente.
O treinador também tem o respeito de outros técnicos, como Lionel Scaloni, da Argentina, que foi seu aluno e elogiou sua personalidade e acessibilidade. Além disso, sua habilidade em gerenciar o grupo é reconhecida por colegas, que apontam sua sensibilidade em saber lidar com cada jogador e sua capacidade de extrair o melhor de cada um.
Fernando Hierro, um ícone do futebol espanhol, também destacou a união entre os jogadores e o ambiente positivo que De la Fuente criou. Essa sintonia é fundamental em um torneio como a Copa do Mundo, onde o convívio é intenso.
Os números falam por si: sob a liderança de Luis de la Fuente, a Espanha venceu 76% dos jogos, com 37 vitórias, 10 empates e apenas 2 derrotas em 49 partidas. Com um título da Eurocopa no currículo e a oportunidade de adicionar mais uma estrela, a expectativa é grande para a final. O que se vê é uma seleção forte e unida, pronta para fazer história mais uma vez.