O empate sem gols entre Inglaterra e Gana trouxe à tona uma situação curiosa envolvendo a arbitragem e uma nova regra da FIFA. A partida foi marcada pela solidez defensiva do técnico Carlos Queiroz, que conseguiu frustrar o ataque do time inglês, comandado por Thomas Tuchel. Mas o que realmente chamou a atenção foi um momento polêmico: Jude Bellingham foi flagrado cobrindo a boca enquanto conversava com Jordan Ayew.
Essa nova diretriz da FIFA estabelece que um jogador pode ser expulso se tapar a boca ao falar com um adversário. No entanto, o árbitro hondurenho, Said Martínez, decidiu não punir Bellingham com o cartão vermelho. Em contraste, Miguel Almirón se tornou o primeiro jogador expulso do torneio por causa dessa regra, após uma revisão do VAR em um jogo entre Turquia e Paraguai. Nessa partida, Almirón tapou a boca ao se dirigir a Mert Muldur durante um momento de tensão em campo.
A grande questão é: por que Bellingham não recebeu a mesma punição? A resposta está no contexto da partida. A regra da Copa do Mundo não se aplica apenas ao ato de cobrir a boca, mas sim ao que acontece em situações de conflito. No caso de Bellingham, não havia nenhuma animosidade entre os jogadores, apenas uma conversa casual.
O chefe de arbitragem da FIFA, Pierluigi Collina, já havia esclarecido que a proibição não se referia a cobrir a boca em qualquer circunstância, mas sim em momentos de confronto. Segundo ele, se a conversa é amigável, não há problema em tapar a boca; o problema surge quando a interação se torna hostil. Ele explicou que os jogadores podem conversar normalmente, mas se a conversa se torna confrontativa, é necessário aplicar a sanção.
No caso de Almirón, a situação era bem diferente. Antes do intervalo, uma entrada violenta gerou uma confusão entre jogadores de Paraguai e Turquia. A tensão estava alta e, nesse clima, Almirón cobriu a boca ao se dirigir a Muldur, o que não passou despercebido pelo árbitro. Em uma entrevista, Gianni Infantino, presidente da FIFA, reforçou a importância dessa regra, destacando que se não há nada a esconder, não é necessário cobrir a boca ao conversar.
A origem dessa regra remonta a um incidente envolvendo Vinicius Jr. e Gianluca Prestianni durante um jogo entre Benfica e Real Madrid. Após uma comemoração que foi considerada provocativa, uma confusão entre os jogadores resultou em Prestianni cobrindo a boca enquanto ofendia Vinicius. O caso levou a UEFA a investigar a situação e, a partir daí, a FIFA criou a regra para poder identificar melhor o conteúdo de conversas potencialmente ofensivas em campo.
Essas novas diretrizes estão mudando a dinâmica do jogo e deixando muitos torcedores e jogadores atentos a cada movimento em campo. A arbitragem está mais rigorosa, e é bom ficar de olho nas reações dos atletas durante as partidas!