Quando Virgil van Dijk balançou as redes para os Países Baixos contra o Japão no último domingo, ficou claro que o zagueiro do Liverpool, mesmo com 34 anos, ainda tem muito a oferecer. Contudo, ao apito final, a história foi um pouco diferente. O jogo terminou em 2 a 2, e o Japão conseguiu um empate que pode ser crucial. A lenda do futebol neerlandês, Rafael van der Vaart, fez uma comparação inusitada, dizendo que a capacidade de Van Dijk de mudar de direção é semelhante à de um Boeing 747. O que talvez não tenha sido muito positivo, afinal, ele também não conseguiu evitar o cabeceio de Koki Ogawa que garantiu o empate japonês.
Antes mesmo do gol do Japão, Van Dijk já havia perdido seu marcador, o que deixa em evidência que ele pode não ser mais o melhor zagueiro do mundo, como foi considerado por tanto tempo. Os Países Baixos chegaram à Copa do Mundo com a fama de azarões, mas o próximo desafio, contra uma Suécia imprevisível no sábado (20), pode colocar a posição de Van Dijk no time titular do Liverpool em jogo.
A Suécia como Desafio
A Suécia, que passou por algumas turbulências com a escolha do técnico Graham Potter, surpreendeu e se tornou uma equipe sólida sob sua liderança. Potter, que fez história no Östersund, conseguiu transformar a seleção sueca em um adversário que ninguém gostaria de enfrentar nas fases eliminatórias. Nos últimos cinco jogos, a Suécia marcou 14 gols, e a dupla de ataque, composta por Viktor Gyökeres e Alexander Isak, está se destacando. Gyökeres, com seis gols, e Isak, com dois, têm mostrado que podem causar problemas quando estão em sintonia.
Isak, por exemplo, voltou a completar 90 minutos na vitória de 5 a 1 sobre a Tunísia, um adversário que deixou a desejar em qualidade. Apesar do fraco desempenho da Tunísia, Isak e Gyökeres mostraram que estão prontos para brilhar juntos. O entrosamento entre eles é notável e, juntos, eles acumularam cinco gols e assistências na última partida.
Parceria Ofensiva em Alta
A combinação de Gyökeres e Isak é uma das mais promissoras na Copa do Mundo. É raro encontrar duplas de ataque que se complementem tão bem. A Suécia tem jogado em um esquema 4-4-2, e parece que encontraram os jogadores ideais para essa formação. Isak, embora tenha enfrentado problemas físicos na última temporada, demonstrou sua habilidade em transições rápidas e jogadas pelas laterais. Gyökeres, por sua vez, tem um ótimo controle de bola e consegue atrair a marcação dos defensores, criando espaço para o companheiro.
As dificuldades de Van Dijk e seu parceiro Jan Paul van Hecke em lidar com Isak e Gyökeres podem ser um fator decisivo. A Suécia ainda não conseguiu manter uma defesa imbatível em suas últimas partidas sob o comando de Potter, mas a força do ataque sueco é um desafio a ser considerado.
O Desempenho de Van Dijk
O desempenho de Van Dijk tem gerado preocupações. Ele não pode ser totalmente responsabilizado pelo desempenho do Liverpool, mas os números falam por si: a equipe teve apenas um jogo sem sofrer gols nas últimas 11 partidas da Premier League. Nos últimos sete jogos da seleção, os Países Baixos também tiveram dificuldades defensivas, e Van Dijk atuou em cinco desses jogos.
O volume de jogos pode estar pesando. Desde setembro, ele atuou em 55 partidas pelo Liverpool e 11 pela seleção, o que levanta a questão se estamos vendo o declínio do jogador ou se ele está apenas exausto devido à alta carga de jogos. Enfrentar Isak e Gyökeres será um grande teste para Van Dijk, especialmente considerando que a seleção não pode se dar ao luxo de uma derrota.
A expectativa é que a partida contra a Suécia revele muito sobre o futuro de Van Dijk na seleção e no Liverpool. Com um encontro internacional em quase nove anos, o desafio se apresenta como uma oportunidade para o zagueiro provar que ainda pode brilhar em campo.