A eliminação da Inglaterra para a Argentina na semifinal da Copa do Mundo ainda pesa no coração de Thomas Tuchel. Durante a coletiva de imprensa que aconteceu antes da disputa pelo terceiro lugar, marcada para este sábado (18), às 18h, o técnico dos Três Leões não escondeu a dor que essa derrota traz. Para ele, a derrota por 2 a 1, virada nos minutos finais da partida, será uma cicatriz que o time vai carregar por um bom tempo.
Tuchel falou sobre como essa situação é dolorosa: “É a nossa dor, a minha dor e a dor dos jogadores. Sentimos a dor mais intensa de todas. Essa cicatriz é algo que precisamos aprender a conviver.” Ele ainda ressaltou que, apesar das críticas e da pressão externa, o que realmente importa é como o próprio time lida com essa dor.
Quando questionado se essa era a fase mais difícil da sua carreira, Tuchel foi sincero. Ele mencionou que a tristeza vem aumentando a cada dia após a eliminação e que essa não seria a última vez que enfrentaria momentos difíceis no futebol. “Depois de um choque inicial, a dor vai aumentando. Infelizmente, não será a primeira, e provavelmente não será a última”, refletiu o treinador.
A maneira como a Inglaterra saiu da competição gerou muitas críticas. Os torcedores estavam esperançosos de que a seleção finalmente terminaria um jejum de 60 anos sem conquistar um título mundial. O jogo estava a favor dos ingleses, que lideravam por 1 a 0, mas a virada da Argentina nos minutos finais pegou a todos de surpresa. Durante a partida, a estratégia de Tuchel de recuar e se defender no próprio campo foi muito contestada.
A insatisfação com a derrota não se baseou apenas no resultado, mas na forma como tudo aconteceu. Muitos torcedores se sentiram frustrados com as substituições feitas por Tuchel, que optou por reforçar a defesa em vez de manter uma postura mais ofensiva. A pressão da Argentina foi intensa, e a mudança na formação da equipe não pareceu a melhor decisão.
Em sua coletiva, Tuchel comentou sobre o desempenho do segundo tempo, atribuindo algumas dificuldades ao “DNA” dos jogadores ingleses. Ele se recusou a jogar a culpa em alguém e assumiu a responsabilidade final como técnico. “Se alguém quiser atribuir a culpa a mim, eu aceito. Mas não vou participar do jogo de apontar dedos,” disse, enfatizando que não acredita que houve um culpado específico pela derrota.
Apesar das críticas, o treinador defendeu suas escolhas. Ele acredita que não teria como prever o resultado das mudanças que fez durante a partida. “Não me arrependo das minhas decisões. Eu fiz o que achava que era melhor para a equipe, baseado no meu instinto e na experiência,” afirmou.
Tuchel também respondeu às críticas de Donald Trump sobre suas táticas, especialmente sobre o uso de Harry Kane em uma função mais defensiva. Ele explicou que essa mudança foi consequência da estratégia geral da equipe, e não uma decisão isolada. “Se você defende em bloco, todos têm que defender. Essa é a natureza do jogo,” disse ele.
Agora, a Inglaterra se prepara para enfrentar a França na disputa pelo terceiro lugar. Tuchel mencionou que é uma oportunidade para a seleção alcançar o melhor resultado em 60 anos, mesmo que ninguém realmente deseje estar nessa situação. “É um jogo oficial da Copa do Mundo e uma chance para a Inglaterra”, concluiu.